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quarta-feira, 26 de abril de 2017

DOMINANDO OU SENDO EXEMPLO? APASCENTANDO A HERANÇA DE DEUS SEGUNDO A VONTADE DE DEUS

"AOS presbíteros, que estão entre vós, admoesto eu, que sou também presbítero com eles, e testemunha das aflições de Cristo, e participante da glória que se há de revelar: Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto; Nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho." (I Pe 5.2,3)

Apascentai o rebanho de Deus que está entre vós... tendo cuidado dele... não como tendo domínio sobre a herança de Deus... Domínio sobre a herança de Deus, dominadores da herança. Dominador, do grego katakurieuo, significa "controlar, subjugar - exercer domínio sobre (senhorio), ser senhor, vencer". katakurieuo significa exatamente ter domínio sobre alguém, ter alguém sujeito à sua autoridade máxima. Pelo significado do termo, fica muito claro o que Pedro está ensinando: nenhum presbítero pode subjugar a herança de Deus como se dela fosse senhor, porque só há um Senhor e Cristo. Ou seja, há um limite no exercício da autoridade espiritual, concedida por Deus aos homens que Ele escolhe, para governo do Seu povo. Esse limite é o próprio senhorio de Cristo, tanto sobre Seus presbíteros, como sobre Seu povo. Note o pronome possessivo: Do Senhor é unicamente a possessão do Seu povo; portanto nenhuma liderança deve ser exercida como se o outro fosse "propriedade pessoal".  O foco do exercício da autoridade é povo de Deus; isto é, a autoridade é delegada por Deus para benefício do povo de Deus. 

Vivemos uma época onde o exercício da autoridade como benefício de outrem tornou-se algo difícil de se encontrar, tanto no mundo, quanto na Igreja. O que se vê, hoje, é o exercício da autoridade para benefício próprio, segundo seus próprios interesses egoístas, o autoritarismo. No autoritarismo, também conhecido como autocracia, cesarismo, despotismo, ditadura, opressão, prepotência e tirania, o poder (ou autoridade) é exercido sem partilha com outros, sendo impondo de forma arbitrária e tiranicamente. No séc. XVII, vê-se o grande paradigma dessa forma de governo, com a monarquia absolutista de Luís XIV de França, que se considerava designado por Deus para governar os outros homens. Sobre esse rei, é dito que referiu-se ao seu chanceler, dizendo: “Senhor, eu lhe pedi que se reunisse com meus ministros e secretários de Estado para dizer que até agora eu deixei o falecido senhor cardeal conduzir os assuntos de Estado; já é hora que eu próprio governe. Vocês me auxiliarão com seus conselhos, quando eu lhes pedir.” 

No mundo, há um verdadeiro reavivamento da ditadura e tirania. Parcialmente devido à insatisfação com os resultados que a democracia e liberdade produziram - corrupção de entes públicos, malversação de erário, insuficiência e ineficiência nos serviços mais básicos (segurança, saúde, educação, saneamento básico, etc), as pessoas tem se voltado para lideranças radicais, tirânicas. É o caso dos Estados Unidos, com a eleição de Donald Trump, chamado pelo bilionário George Soros e pela mídia de "aprendiz de ditador" (http://alias.estadao.com.br/noticias/geral,o-lado-ainda-mais-sombrio-de-donald-trump-se-comporta-como-ditador-diz-biografo-do-magnata,10000076546. Acesso: 25/04/2017). A eleição de Trump justifica-se na insatisfação da população americana com a condução da política interna e externa do governo anterior, especialmente por parte das classes que se viram prejudicadas pelas mesmas. Por seu turno, a disputa presidencial na França envolve uma candidata com propostas radicais que defendem o patriotismo econômico francês. Na Coréia do Norte, o ditador Kim Jong-un ocupa o poder absoluto há décadas. Este sujeito desvairado delibera até sobre o corte de cabelo dos universitários: todos os universitários do país devem manter o mesmo corte e estilo de cabelo que o dele! (http://odia.ig.com.br/noticia/mundoeciencia/2015-05-13/conheca-10-fatos-bizarros-e-curiosos-sobre-o-ditador-kim-jong-un.html. Acesso: 26/04/2017)

No Brasil, não está sendo diferente. Após 13 anos de governo de candidatos eleitos filiados ao PT (Partido dos Trabalhadores), o que se vê hoje é um caos na esfera político-econômica: literalmente, não há uma esfera de governo que não possua a podridão da corrupção; o país foi saqueado por ladrões que hoje são alvo da operação de combate a corrupção e lavagem de dinheiro conhecida como "Lava-Jato", nome oriundo do uso de uma rede de postos de combustíveis e lava a jato de automóveis para movimentar recursos ilícitos pertencentes a uma das organizações criminosas inicialmente investigadas (http://lavajato.mpf.mp.br/lavajato/index.html), a maior operação que o Brasil - e talvez o mundo - já tenha visto. Dezenas de políticos envolvidos, dos mais diversos escalões, além de funcionários estatais.  Ressalte-se que os políticos envolvidos nessa operação representam quase a totalidade dos partidos políticos - esquerda, direita, alto, baixo, centro... dezenas de envolvidos, que parasitaram a Petrobrás, com seus apadrinhados ocupando cargos de direção e assim facilitando a ladroagem.

Infelizmente, nenhuma instituição pública, quer municipal, estadual ou federal, no Brasil, é ilesa ao apadrinhamento político, ao loteamento de cargos de chefia (DAS - cargos de Direção e Assessoramento Superior, cargos de confiança no setor público, a maioria ocupados por pessoas que não prestaram concurso para entrar no serviço público) para serem ocupados por ineptos, que nada entendem do métier, e/ou mal-intencionados, que só visam se locupletarem, o que tem resultado em inúmeros prejuízos os quais levarão décadas para serem reparados. Tribute-se a isso o fato de muitos órgãos públicos brasileiros não funcionarem ou não funcionarem como deveriam (respeitando os princípios da eficiência, eficácia e efetividade, da impessoalidade e moralidade, legalidade, publicidade, igualdade, etc). Essa "praga" de apadrinhamento político em cargos DAS, com seus favores recíprocos, precisa ter fim! 

No RJ, o assalto ao erário aliado a políticas públicas imbecis ou inexistentes resultou no não-pagamento de salários aos funcionários públicos estaduais por MESES A FIO (o mesmo ocorreu em outros estados brasileiros), constituindo-se num prejuízo irreparável (porque salários podem ser pagos, mas a dignidade dos servidores não tem preço). Isso sem mencionar a safadeza dessa quadrilha, liderada por gestores públicos (sic) fanfarrões que arrotavam austeridade, que desviou ao longo de 12 anos cerca de 300 milhões de reais de recursos públicos destinados a hospitais públicos, em compras internacionais de equipamentos médicos de alta complexidade, como macas elétricas, monitores transcutâneos, aparelhos cirúrgicos e unidade móveis de saúde. E a cifra pode ser ainda maior, dependendo dos achados da investigação em curso. Ao mesmo tempo, nas ruas e becos, os crimes e a violência só fazem aumentar, cobrando da sociedade o seu preço: dezenas de policiais mortos, centenas de vítimas entre a população civil de bem.

O fato é que por essas e outras, muitos brasileiros passaram a apoiar políticos brasileiros extremamente radicais para ocupar o cargo de presidente da república. Há, infelizmente, aqueles que ainda defendem esses picaretas. República e ditadura, antagônicos entre si. Ladrões ou ditadores no poder, dura escolha. "Volte a ditadura! Volte o governo militar!", é o grito - contido ou incontido, aberto ou silencioso, cada vez mais intenso, de muitos e muitos brasileiros, para que os militares voltem a ocupar a presidência do país como deu-se em 1964.

Tristemente, a Igreja não está imune a ter radicais e ditadores no poder. Surgiram vários homens e mulheres que foram elevados a liderança eclesiástica que entendem a igreja como sua propriedade particular.  Donos de Igreja! Mesmo líderes que anteriormente valorizavam a liberdade em Cristo, que discutiam suas idéias com seus pares em reuniões de liderança, hoje sucumbiram ao mandonismo e autoritarismo se isolando cada vez mais no poder. O que as leva a terem tendência para atitudes de controle de tudo e de todos, passando por cima de pessoas, de sentimentos dos outros, impacientes, facilmente irritáveis? Acredito que esses irmãos e irmãs não fazem isso por mal; creio que muitos o fazem pelo desejo de ver o avançar da obra de Deus. Outros, talvez, o façam por insegurança interior;  no fundo, se sentem frágeis e vulneráveis, dependentes, que tentam esconder sua fragilidade através desta maneira agressiva de agir, de falar, de se dirigir a outro ser humano. Outros, talvez, por opressão - espiritual, econômica, religiosa, política, familiar... Talvez seus sofrimentos no passado tenham produzido esta maneira agressiva de viver.  Para se defender, atacam. Ou, com medo de serem machucadas, reagem agressivamente. Seu comportamento parece ser ao mesmo tempo uma defesa e um ataque. É provável que todas as decepções que viveram, todos os fracassos pessoais e ministeriais, aliado à um ego imenso (que não consegue "digerir" o fracasso interiormente, especialmente diante do sucesso de outros aos quais julga menos capazes e inferiores a si mesmo), acabaram conformando-a como uma pessoa mandona. 

O primeiro problema dessa postura mandona e autoritária é que ela é centrada no eu. Uma atitude centrada no eu despreza aqueles que estão caminhando juntos da pessoa, às vezes até por anos a fio. Para aquele cuja atitude centra-se no eu, são irrelevantes os desejos, sonhos, aspirações, emoções e personalidade das outras pessoas, não importando se o outro que está ali na frente é sensível, frágil, simpático, bondoso, etc. Ele magoa, fere, machuca, humilha e destrata. 

Líderes "autocráticos" vivem criando "inimigos" para si: são os "rebeldes e insubmissos". De tempos em tempos, ela precisará eleger um novo inimigo; este geralmente é alguém que ela passa a enxergar como uma ameaça para si, alguém que tende a não aceitar tacitamente os mandonismos e decisões isoladas do líder como se fossem "direção de Deus", inerrantes e perfeitas. Sim, infelizmente esses líderes se vêem como inerrantes, incapazes de se enganarem, de discernirem errado. Uma espécie de Moisés do Novo Testamento, que fala com Deus face-a-face enquanto os demais não passam de carnais e insensíveis. O pior é que esses líderes tendem a verem-se exatamente assim! Daí, entendem que todo o "resto" só tem direito de obedecerem sem questionar "a voz do grande líder"; se assim fizerem, caem nas graças; se não o fizerem, são taxados como rebeldes e problemáticos, entraves ao crescimento da Obra, "Corés, Datãs e Abirãos" dos tempos modernos, “fora da visão do reino”. Nada que o líder faça ou fale é passível de discussão; não se planeja em conjunto, não se analisa coletivamente, mesmo quando há uma reunião coletiva para isso. Por quê? Porque esse tipo de líder, mandão e autoritário, gera medo nas pessoas. As pessoas passam a ter medo de falar, medo de se expressarem, medo de questionarem, medo de serem elas mesmas. Tem medo de ouvirem esporro do líder - porque o mesmo, infelizmente, só sabe lidar assim com os outros a quem considera "inferiores"; daí, preferem o silêncio e a omissão. Reprimem-se. Anulam-se. E assim, desagradando e violentando-se a si mesmas, "agradam" ao líder. Ora, afinal ele(a) é o(a) lider; o(a) ungido(a) do Senhor, uma espécie de papa evangélico inerrante e inquestionável!   

O segundo problema dessa postura autocrática é que ela está radicalmente contra o que ensina o Novo Testamento, em especial sobre as relações entre lideranças e igreja. Não vemos um único líder tomando decisões, de forma opressora ou dominadora, enquanto outros apenas acatam "de bico fechado". Vemos um colegiado de líderes que buscam orientar a igreja e exercer governo sobre ela sem no entanto serem kyrios, senhores, sobre ela.  Ao contrário: mesmo diante da mais complicada igreja do Novo Testamento - a Igreja de Corinto - o apóstolo Paulo procura ensiná-la sem oprimi-la (p.ex. I Co caps. 4, 9, etc).  Em Atos, lemos que os irmãos buscavam sempre o consenso naquilo que tencionavam fazer - entre si e com Deus (Atos 15). Ora, a lógica é simples: se a Congregação escolheu eleger mais de um presbítero, então esses presbíteros, aos quais cabe o governo e instrução da igreja, devem poder se pronunciar sobre estas questões de interesse da igreja sem medo ou opressões. A decisão para todos deve ser tomada por consenso - pois se destina a ser aplicada por todos - especialmente em casos que envolvem a direção ou tomada de postura daquela igreja. Não pode haver receio de debater idéias, direções ou posicionamentos para toda a coletividade; a omissão não pode ser uma opção. Mas, para isso, é preciso haver espaço, é preciso haver todo um clima de confiança e respeito, num ambiente que inspire segurança para cada presbítero emitir seu parecer. O processo que parece ser mais bíblico é: (1) buscar consenso entre os presbíteros; (2) presbíteros em consenso buscarem consenso com Deus e (3) levar Assembléia, para implementação. É obrigatório buscar confirmação de Deus, especialmente para as grandes decisões.

A igreja primitiva tinha governo; não tinha uma única figura humana com o direito de dar a palavra final. Encontramos pluralidade em todos os níveis de governo da igreja, pois o único “cabeça” ou autoridade final era Jesus. As igrejas dos apóstolos, como por exemplo, a de Éfeso, foram originalmente lideradas por um colégio de presbíteros, ou anciãos. Embora os membros desse colégio diferissem em sua maturidade e autoridade, e em suas habilidades para servir, não se fazia entre eles nenhuma distinção oficial. Havia uma relação de igualdade fraternal. Conforme o padrão bíblico, os presbíteros são supervisores-servos.  O ministério de presbítero é sempre colegial. Nunca se é presbítero sozinho, mas num presbitério. O ministério ordenado tem uma radical forma comunitária e pode apenas ser assumida como obra coletiva.  Constata-se cada vez mais que não se pode agir isoladamente, pois os desafios são imensos e seria pretensão querer agir sozinho. 

Este colégio de presbíteros pode e deve ter uma liderança, um presbítero sênior, a quem caberá orientar os demais presbíteros nos interesses da Obra de Deus a fim de que não percam o foco naquilo que é principal. Porém, ressalte-se que este presbítero sênior não é inerrante, infalível, secretário de Deus ou coisa que o valha; muito menos é dominador da herança de Deus.  Segundo o Pr. Geremias do Couto, presbíteros "não são pequenos deuses para ser glorificados pelos homens. São modelos, inclusive na fraqueza, para que possam pelo exemplo mostrar aos que lideram, no mesmo nível, que só pela graça - unicamente e apenas pela graça - sem qualquer outro privilégio, podem superar as falhas e buscar a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor. E aí todos saberão que ninguém é melhor do que ninguém ou ocupa lugar especial à direita ou a esquerda do trono de Deus." (http://geremiasdocouto.blogspot.com.br/2010/11/lideres-nao-sao-maiores-do-que-graca-de.html. Acesso: 26/04/17) É bom que fique claro que todos os presbíteros são chamados a amadurecerem seu ministério em todas as suas dimensões – humano-afetiva, cultural, intelectual, espiritual, pastoral e outras, e esse amadurecimento é coletivo. Portanto, ninguém é suficiente ou se basta, nem alcançará nada sozinho, mas sempre no conjunto, na coletividade, na comunhão e paz com todos os demais.  

Líderes autocráticos são desperdiçadores de recursos humanos do Reino de Deus. Pessoas importantes, com dons e talentos, que poderiam ter um desempenho superior no ministério são apagadas e esquecidas, tidas pelo ditador como relapsas e desinteressadas. Há inúmeras pessoas frustradas nas igrejas justamente por isso. Por fim, após tanto magoar, após ter produzido tanta dor e afastamento nas pessoas, esse tipo de líder acabará ficando sozinho. Muitas vezes, ele assistirá aquele a quem desprezou dar frutos em outro lugar. Aí questionará Deus: "Deus, porque não está dando certo? O Senhor é injusto comigo! Eu faço de um tudo, mas nada acontece!" Há aqueles que chegam a ponto de querer afrontar até Deus! Gente que vive brigada com Deus, amargurada, com a fé quase transformada em conformismo! E tudo porque não ouve, não escuta ninguém - nem a Deus! 

C.S. Lewis disse: “De todas as tiranias, aquelas exercidas sinceramente para “o bem” de suas vítimas podem ser as mais opressivas. Seria melhor viver sob barões ladrões do que sob “onipotentes” metidos à moralidade. A crueldade do barão pode, por vezes, adormecer, e a sua cobiça pode em algum momento ser saciada; mas aqueles que atormentam-nos para “o nosso próprio bem” vão nos atormentar sem fim, pois fazem isso com a aprovação da própria consciência.” Nem toda a ditadura nasce de boas intenções, mas algumas sim. Todo líder totalitário é salvador, libertador e transformador. Líderes ditadores buscam manipular pessoas oferecendo e negando cargos de liderança e confiança, manipulando a consciência, as expectativas, as necessidades. Segundo o Pr. Marcelo Miranda, líderes autocráticos são homens querendo se fazer como Deus, ao exigir obediência absoluta, perseguindo os "rebeldes" com propósito psicológico e pragmático (http://nadadeheresias.blogspot.com.br/2013/04/pastores-tiranos-tiranos-do-bem.html. Acesso: 26/04/2017).

Concluindo: infelizmente, há muitos líderes ditadores no meio cristão. Se você está debaixo de líder ditador, meu conselho é que você ore a Deus por ele e, dependendo do nível de opressão, para ter direção para onde ir. Os estragos em sua alma serão contabilizados mais tarde, caso você insista em ficar debaixo da opressão de homens e mulheres assim. E se você é um líder autocrático, aconselho você a rever sua posição imediatamente. Seu estilo de liderança não agrada ao Senhor, que colocou você nessa posição e lhe confiou o Seu povo para que você cuide dele como exemplo do mesmo, sempre "de ânimo pronto". Exerça sua autoridade sim, mas saiba que a mesma tem um limite muito bem definido: as pessoas que estão sob sua liderança não lhe pertencem, mas ao Senhor. Olhe para essas pessoas como cooperadoras na Obra que o Senhor lhe confiou, sabendo que o propósito de toda a Obra de Deus na terra é um só, ou seja, as vidas das dessas mesmas pessoas - incluindo a sua própria. Seja sábio(a), aprenda a lidar com o contraditório, a ouvir e ponderar, a buscar consenso, pois "na multidão de conselhos há segurança" (Pv 11.14). Quer ver seus planos darem certo? "Quando não há conselhos os planos se dispersam, mas havendo muitos conselheiros eles se firmam." (Pv 15.22) Mesmo se você estiver enfrentando "uma guerra", entenda: "Com conselhos prudentes tu farás a guerra; e há vitória na multidão dos conselheiros" (Pv 24.6).

Pense nisso. Deus está renovando seu entendimento! (Rm 12.2)

Um comentário:

  1. Ditadores , mandões ,complexados, medrosos, insensíveis , "deuses". Homens que acreditam ser únicos , aqueles que têm a resposta certa para todas as questões . O que na maioria das vezes , não confere. São impacientes, intolerantes ,indigestos até. Precisam descer do pedestal , se veres falhos, humanos.

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